MARIAS

05.06 - 09.06

MANICURE LAB: AUTODOMESTICAÇÃO

orientado por Krõõt Jurak

17h30 às 20h 

|/ Local: ªSede

 

#auto – eu – domesticação,  #eu-referenciação, auto-referência-realidade, automática (inconsciente?) domesticação que se transforma em um animal de estimação, aprendizagem insconsciente eu e o outro, tornar-se domesticado, #animal de estimaçoi, trabalho domestic, auto-referência-realidade autodomesticação…

Como performer, este oferece ao seu público algo que não pode ser medido em termos materiais. Em relação à actividade que produz o conteúdo cultural da comodidade, o seu trabalho envolve uma série de actividades que não são normalmente reconhecidas como trabalho – actividades que envolvem a definição e o conserto de standards culturais e artísticos, modas, gostos, normas de consumo, e de uma forma mais estratégica, a opinião pública. Como performer, é-se primeiramente um produtor de subjectividade.

Em geral o valor dos artistas não está directamente relacionado com o que estes “fazem” mas com o que eles “são”. Agora lembrando por exemplo como Richard Florida descreveu os processos de gentrificação caudados pela migração dos artistas e dos trabalhadores criativos – os artistas pode ou não podem estar conscientes do valor da sua simples presença, contudo em larga escala, eles produzem resultados por simplesmente existirem.

Sobrevivência nas artes (performativas) requer criatividade que vai para lá dos trabalhos artísticos que cada um cria. Na realidade, um típico performer / criador gasta cerca de 99% do seu tempo fora de palco – como membro do público, critico, administrador, criador de redes de colaboração, amigo, conselheiro, estudante, professor e mais e mais. Inventando e re-inventando-se no e fora de palco, ajustando-se a várias situações, passando de projecto em projecto, de uma residência para outra residência, animado por energia criativa, treino e re-treinando-se/actualizando-se, é a forma de seguir e continuar.

Neste LAB vamos pensar sobre e praticar várias formas de sermos artistas e animais de estimação, na actualidade.

12.06 - 16.06

CHÁ & TRICOT LAB: CHOREO | GRAPHY

orientado por Eleanor Bauer

17h30 às 20h

|/ Local: ªSede

 

CHOREO GRAPHY  é uma investigação sobre o futuro (sistemas, processos, qualidades, estruturas) de pensamento sobre dança improvisada e coreografada em relação com a natureza (sistemas, processos, qualidades, estruturas) de pensamento na linguagem falada e escrita. Ou, a relação entre o que dizemos que estamos a fazer e o que a nossa dança está a fazer, o que é entendido através da linguagem e o que é entendido através do movimento, e como ambas colaboram ou colidem na prática coreográfica.

Respeitando este diferente media possibilita diferentes tipos de processos de pensamento, ideias ou conceitos a alcançar, na base da pesquisa está o como movimento-pensamento em si mesmos, traduzíveis, ou não em linguagem, possa ser observado e entendido. Enquanto que perspectivas filosóficas e científicas são informativas e influenciáveis, o cerne do projecto (como produto de conhecimento) está na prática artística: através do desenvolvimento de e a partir de práticas de dança e escrita, o trabalho no sentido de se aproximar à linguagem, e às especificidades e idiossincracias da dança-pensamento, desafiando as estruturas e os códigos de linguagem com as lógicas do corpo em movimento para produzir mais discurso concreto e poéticas encorporadas a partir da dança.

Trabalhando com as fricções e as falhas entre estes dois media de pensamento, através de diferentes abordagens de tradução, transposição, e intermediação, o projecto de articulação dança-pensamneto em linguagem é uma forma de dar outra forma, manipular, e lidar com as estruturas de linguagem com um olhar critico e criativo, para questionar os factos adquiridos, para fazer as palavras moverem, e por fim estabelecer novas ferramentas coreográficas através da reestruturação de como falamos sobre e escrevemos danças, ao pegar literalmente em coreografia como a escrita de dança, ou dança-escrita.

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